No actual cenário de crise mundial ouvimos muitas vezes palavras como subprime, desregulação e neo-libralismo. Num momento em que somos confrontados com muitos sintomas dessa crise, o papel do Estado na economia toma especial relevo exigindo-se um maior esforço de regulação, afectação e distribuição.
Numa conjuntura difícil como a que atravessamos é necessária uma regulação do mercado eficiente de forma a garantir que não se criem núcleos empresariais restritivos de concorrência bem como uma especial atenção ao preço, exigindo-se um olhar atento ao tecido empresarial e suas práticas.
No que respeita à afectação cabe ao Governo um papel muito importante na promoção de bens públicos. Neste campo é de realçar as políticas deste Governo do Partido Socialista que apostou na criação de infra-estruturas de cariz económico e social como são exemplos as novas escolas ou o alargamento da rede de creches. A diminuição de investimento público poderia arrastar a diminuição do investimento privado em grande escala o que teria consequências desastrosas para o PIB do nosso pais. Para além disso, decisões como TGV ou o novo aeroporto ou até mesmo as reformas levadas a cabo na educação são medidas importantes que nos fortalecerão e tornarão mais competitivos no pós-crise, já para não no papel importante que estas meduidas têm no fomento do emprego.
Relativamente à redistribuição será importante a capacidade de resposta para desta forma percebermos quem são os mais carenciados em cada momento. De referir os complementos de reformas bem como as alterações feitas ao nível dos abonos de família como exemplo de duas práticas nesta matéria.
São medidas sólidas, fortes e com visão de futuro como as que têm sido levadas a cabo pelo governo que serão decisivas para vencermos a crise e sairmos fortalecidos.
Susana Faria
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